Arquivos na categoria ‘Opinião’

NOTA DOS CENTROS ACADÊMICOS PELA PERMANÊNCIA ESTUDANTIL NO CENTRO

Com a expansão da universidade, a adoção do sistema ENEM/SISU e o aumento progressivo da política de cotas, o perfil do estudante da UFRJ está mudando, finalmente estudantes oriundos das classes populares historicamente desfavorecidos estão do lado de dentro dos muros da universidade. Agora o desafio é fazer com que permaneçam e concluam seus cursos, desafio este que o governo federal e a reitoria vem sistematicamente negligenciando.

Com os estudantes do centro isso não é diferente, IFCS, FND e Escola de Música sofrem um processo de isolamento político e institucional dentro da Universidade. Isso resulta em campus sem bandejão, moradia e com restrições de acesso pelo transporte interno. A própria UFRJ classifica nossos espaços como “Unidades Isoladas”, no entanto, mesmo com essa classificação, ressaltamos que permaneceremos no centro da cidade. Podemos estar isolados fisicamente, mas defendemos nosso papel na disputa por uma universidade pública, gratuita e de qualidade. É compromisso de todos os estudantes lutar contra a elitização da universidade e todas as formas de opressão existentes nela.

Os Centro Acadêmicos abaixo listados, exigem uma política de permanência estudantil realmente efetiva que ultrapasse o simples limite de algumas bolsas pagas. Queremos bandejão, moradia, transporte interno eficiente. Uma estrutura que realmente favoreça a permanência estudantil.

Nesse sentido, nossa postura durante o ano de 2015 será combativa. Exigimos que o governo federal e a reitoria tratem a permanência estudantil como prioridade e trabalhem pelo nosso direito. Por uma universidade cada vez mais colorida, popular e realmente inclusiva!

Centros Acadêmicos da UFRJ, uni-vos!

CACS – MCC
CAMMA
CAEFD
CACO

E VOCÊ? AINDA ACHA QUE O MACHISMO É COISA DAS NOSSAS CABEÇAS?

Em pesquisa recente divulgada pelo Instituto Avon e Data Popular na última quarta-feira, dia 04 de Dezembro, nos deparamos com dados lamentáveis que demonstram o machismo existente entre a população jovem brasileira. Diariamente mulheres jovens são submetidas a diversos tipos de violências e agressões, que muitas vezes são naturalizadas e entendidas pela sociedade como comportamentos moralmente aceitos.


O machismo NÃO É coisa das nossas cabeças. Ele está presente em nossa sociedade e diariamente violam a humanidade de milhares de mulheres brasileiras, muitas das vezes jovens, como as entrevistadas!

Diante dos dados lamentáveis demonstrados pela pesquisa é importante que os homens revejam os privilégios que possuem dentro de nossa sociedade. Resultados como esse servem não só para a tomada de consciência, mas para a revelação de autocríticas para situações aparentemente naturais e confortáveis para homens, como simplesmente andar na rua, beber, transar, que para as mulheres muitas das vezes se transformam em verdadeiras situações de agressão.
Não podemos admitir que esses comportamentos se reproduzam dentro de nossas casas, dentro de nossos ambientes de estudo, de trabalho, muito menos dentro de nossos relacionamentos. A humanidade da mulher não pode ser aprisionada dentro de sensos de moralidade impostos pela sociedade!

O FEMINISMO NUNCA MATOU NINGUÉM,
O MACHISMO MATA TODOS OS DIAS!
Leia a reportagem sobre a pesquisa aqui:

http://www.brasilpost.com.br/…/violencia-mulher-nova-pesqui…

CACO 2015 – Pelo Combate ao Machismo, Sempre!

 

machismo
 

DEVOLVE, GILMAR!

Em 2011, a ADI 4.650, ação que trata do financiamento empresarial de campanhas eleitorais, foi ajuizada e recentemente votada por sete ministros do Supremo Tribunal Federal com resultado de 6 a 1, rejeitando o financiamento privado por empresas. No entanto, há 7 meses o ministro Gilmar Mendes pediu vistas do processo e até hoje não o devolveu para o prosseguimento do julgamento.

Entendemos que o financiamento de campanhas por pessoas jurídicas, em especial empresas, é grande responsável pela corrupção em nosso país. Diante disso, comprometidos com uma ampla reforma política que diminua a influência do poder econômico das eleições e aumente a participação popular, entendemos o julgamento da ADI 4.650 como urgente.

Por isso, viemos a público nos somar à mobilização virtual pelo julgamento da ação, convidar xs estudantxs ao evento no facebook e nos comprometer a levar aos fóruns nacionais do movimento estudantil formas de mobilizar a população a respeito do tema.

#DevolveGilmar
link do evento: https://www.facebook.com/events/877783602261805/

CACO 2015 :: GESTÃO MOVIMENTO PELO DIREITO, SEMPRE!

devolvergilmar

A NOSSA LUTA É TODO DIA

O CACO, Gestão Pelo Direito, Sempre!, vem a público se manifestar sobre os ataques sofridos por alunas da Faculdade Nacional de Direito na última sexta-feira, dia 07/11/2014. Como se não bastasse o constante medo de alunas e alunos ao passar pelos arredores da faculdade, em razão da falta de segurança, o caminho de chegada e saída da FND tem significado também a violência contra a mulher.

Entendemos que, infelizmente, o problema da opressão em relação a mulher no espaço público é gritante. Isso porque, em nossa compreensão, a sociedade tem, em seus valores, entre as divisões atribuídas ao gênero, a ideia de que o espaço público é do homem. O que faz com que, por exemplo, algum homem “se sinta no direito” de proferir uma série de absurdos em relação a mulheres que passem nas ruas. É importante compreendermos que a luta por um espaço público em que homens e mulheres tenham o mesmo respeito é urgente.

Acontece que, nessa sexta-feira, duas companheiras da Nacional passaram por situações graves a caminho da faculdade. Enquanto uma passou por situação no metrô a qual nós repudiamos, ouvindo reiterado discurso de ódio de um homem desconhecido a respeito das roupas que usava, outra sofreu violência de gênero ao caminhar para a faculdade, sendo abordada fisicamente por um homem e encurralada nos muros da FND.

Em relação a isso, procurado por uma integrante da Gestão, o Diretor Flávio Martins, expediu um ofício para o batalhão de polícia, explicando o acontecimento e solicitando mais policiamento nos entornos da FND. A aluna, por sua vez, se encaminhou à DEAM da Rua da Carioca com seus amigos, no intuito de registrar uma ocorrência. O que ela não sabia é que seria vítima de outra violência, ao ser atendida por dois policiais: a institucional. Um destes policiais, inclusive, tentou convencê-la a não fazer o BO. “Disse para ele que estava ali para registrar a ocorrência, porque a insegurança perto da faculdade é gigantesca e, se deixarmos tudo passar em branco, nada vai mudar. Depois disso ele simplesmente saiu e me deixou sozinha na sala”.

Entendemos que Leis (como a 11.340/06 – Lei Maria da Penha) signifiquem um avanço na luta por reconhecimento da mulher. É necessário e urgente, no entanto, que venham acompanhadas de Políticas Públicas em Direitos Humanos que tornem possível uma realidade melhor para nós, mulheres. E isso começa com um atendimento humanizado e especializado, preparando os funcionários para tal. Prestamos nosso total apoio a essas alunas, bem como a todas as outras que também passaram por alguma ocorrência da qual não tenhamos conhecimento. Da mesma forma, entendemos que a questão da segurança não é apenas sobre policiamento, o que torna necessária a nossa ampla discussão acerca do assunto com as alunas da FND.

Diante disso, convocamos as alunas da Nacional de Direito para a Roda de Conversa do CACO “Vamos falar da segurança das mulheres da FND?”, no Salão dos Passos Perdidos (hall de entrada para o Salão Nobre) nesta quinta-feira, dia 13/11, às 16:30h, para pensarmos juntas propostas e soluções acerca disto, além de pensarmos em intervenções da calçada da Praça da República na qual tudo isso vem acontecendo.

CACO 2015 :: Pela Igualdade de Gênero, Sempre!

UM COMPROMISSO COM A FND EM 2015

Nós, do Movimento Pelo Direito, Sempre!, agradecemos imensamente a todos e todas as estudantes que participaram das eleições do CACO 2015. A eleição deste ano, marcada como a mais acirrada na história recente, reafirma a liberdade e a participação política ativa como um dos maiores valores da Faculdade Nacional de Direito.

Agradecemos e parabenizamos aos integrantes e eleitores das chapas 2 e 5, que participaram desse árduo processo eleitoral. Consideramos que todas as chapas deram o seu máximo para chegar às/aos estudantes e tornar esse processo mais democrático e amplo. Convidamos as chapas para que formulem e construam conosco, em um novo ano, uma nova forma de gestão plural e altamente participativa.

Com essas eleições, entendemos que, depois de anos de tantas conquistas, a FND se transformou, ganhou novos desafios e os estudantes adquiriram novos anseios e novas formas de enxergar a realidade acadêmica e social. Com uma faculdade diferente, as perspectivas se elevaram e, com elas, também as exigências relacionadas ao CACO .

Compreendemos que, para que a FND possa se transformar mais, o nosso Movimento também precisará mudar. Temos total convicção de que representamos um projeto político que se mostrou muito vitorioso para a FND ao longo dos últimos anos, mas agora precisamos de muito mais. Não admitiremos estagnação ou retrocesso.

Por isso, para muito além de agradecer a confiança renovada e a participação no processo eleitoral, queremos firmar um grande compromisso com todos e todas as estudantes da FND: um compromisso de iniciar uma nova etapa, uma nova página na nossa história – e queremos que todos e todas escrevam essa página conosco.

Como primeira ação, escancaramos as portas do CACO para críticas e sugestões, e, principalmente, para o protagonismo de cada estudante na proposição, elaboração, planejamento, execução e fiscalização de todo e qualquer ato da nova gestão. Novas formas de organização serão necessárias para receber e impulsionar uma radicalização democrática de uma gestão que como seu ato inicial afirma querer ser de todas e todos os estudantes da FND.

Reafirmamos o nosso empenho em construir coletivamente uma universidade pública, gratuita, de qualidade, democrática e popularizada, e um CACO combativo, contra o machismo, o racismo, a homofobia e qualquer forma de opressão. Contamos com vocês para aprofundar as transformações que virão, para seguir construindo uma nova Faculdade Nacional de Direito.

MOVIMENTO PELO DIREITO, SEMPRE! – GESTÃO 2015

Chapa 1 – Movimento Pelo Direito, Sempre!: 447 votos
Chapa 2 – Coletivo Direito de Resistência: 439 votos
Chapa 5 – Movimento Pra Fazer Direito: 303 votos
Nulos/brancos: 9 votos

movimento

NOTA SOBRE O PRÉ-SAL E O CONSELHO DE CAs

No último conselho de CAs, em meio ao debate sobre a mobilização pela assistência estudantil em nossa universidade, foi levantada a discussão sobre a exploração ou não do petróleo do Pré-sal. Foi decidido pela maioria dos CAs da UFRJ e apoio da gestão majoritária do DCE, com voto contrário do CACO, que a campanha por assistência estudantil da UFRJ não deve encampar a bandeira de garantir os recursos da exploração do pré-sal para a educação.

No conselho, o CACO defendeu que a recente vitória do movimento estudantil com a aprovação do PL 5500/2013 que destina 75% dos recursos do pré-sal para a educação e 25% para a saúde tornam a exploração do pré-sal ainda mais estratégica para o desenvolvimento de nosso país e para melhorar a educação pública, em especial para aumentar os recursos para assistência estudantil.

Nosso país passou ao longo de sua história por um profundo processo de expropriação de suas riquezas naturais – do pau-brasil, cana-de-açúcar, café ao ouro – e, sabendo disso, devemos valorizar a destinação dos recursos de uma riqueza natural finita para a educação, um bem permanente para a sociedade brasileira.

Importante colocar que a exploração do pré-sal é uma questão de soberania em detrimento de tantos interesses estrangeiros em torno dessa riqueza nacional, sendo a Petrobras a única operadora dos campos de petróleo do pré-sal. Ainda, a destinação de tantos recursos para a educação e, por consequência, na pesquisa dentro das universidades públicas, será de suma importância para avançar nos estudos que diversifiquem nossas matrizes energéticas e avancem em sustentabilidade.

As estimativas mais modestas avaliam que só os campos do pré-sal que já foram licitados irão gerar nos próximos 30 anos mais de 2 trilhões em royalties e em recursos para o fundo social. Hoje o pré-sal é responsável por 22% da produção da Petrobras. Esse dinheiro será, sem dúvida, decisivo em meio a um cenário de poucas bolsas-auxílio na UFRJ, corte de bolsas biblioteca da FND, demora na reforma e construção de novos alojamentos.

Ser contra a exploração do pré-sal, independente da crítica ideológica da origem dos recursos, é o não reconhecimentos dos problemas ainda existentes na nossa Universidade. A atitude de rechaçá-los como se mal viessem é atitude temerária diante da possibilidade de que os estudantes, principais interessados no bom uso e repasse de tais verbas, não tenham um órgão estudantil fiscalizador dos mandos e desmandos da Reitoria. É dar carta aberta ao CONSUNI para gerirem como bem quiserem e somente se quiserem os recursos que vieram, deixando de cobrar mais bolsas, alojamentos, incentivo à pesquisa e extensão, entre outros. Tal atitude pode ser observada em um passado ainda recente, no qual por simples afronta a um projeto federal de reestruturação universitária, muitos campus sofreram e ainda sofrem para conseguirem coisas essenciais e simples, o que os estudantes da FND mobilizados através do CACO conseguiram em pouco tempo. Se a FND quase fechou as portas em 2007 porque as paredes estavam caindo, ainda naquele ano entrou em um grande processo de reforma estrutural e elétrica. Logo depois, implementou elevadores, ares-condicionados, data show. Tudo foi possível somente porque os estudantes disputaram o projeto e participaram ativamente das comissões de obras, cobrando calendários de entrega com rigor, algo que a gestão do DCE não fez no bandejão da Praia Vermelha, que teve obra prometida em 2011 e somente agora começa a sair do papel.

Complementado, ser contra o pré-sal é, para nós, um desserviço à educação brasileira e por isso nos manifestamos de forma clara em defesa da luta por mais recursos para assistência estudantil e pela destinação de 75% dos recursos do pré-sal e 100% do fundo social do pré-sal para a educação.

CACO 2014- Gestão Pelo Direito, Sempre!

CARTA ABERTA AO PRESIDENCIÁVEL LEVY FIDELIX

Candidato Levy,

profundamente enojados por suas desprezíveis palavras proferidas no debate da Rede Record em 28 de setembro, viemos manifestar nosso mais profundo repúdio ao seu discurso de ódio proferido em rede nacional que ofendeu milhares de pessoas em um minuto e meio.

Mesmo em uma sociedade machista, patriarcal e homofóbica como a que vivemos, não há registros de um discurso tão perigoso, que incita o ódio e que tenha agredido, ofendido e humilhado tantos LGBT*s, partindo de um presidenciável na história do período democrático sob a Constituição de 88, como fez o sr. sua fala na noite do último domingo.

Para o sr. pode ter sido apenas uma manifestação de opinião, mas para a comunidade LGBT* foi o um minuto e meio das mais violentas agressões, ferimentos, e insultos que se podia ouvir naquele momento.

Não reproduziremos aqui qualquer trecho do seu discurso nefasto, pois não desejamos nunca mais ouvir aquelas palavras, deixaremos aqui apenas números (já que o sr. tanto os venera) de vidas ceifadas, vidas que valiam tanto quanto a dos seus filhos ou de seus netos. Números causados pela propagação desse pensamento retrógrado como o seu, carregado de ódio, que incita a violência e que viola os direitos mais fundamentais do ser humano.

338 homossexuais mortos no Brasil por ano

1 homossexual morto a cada 26 horas por homofobia.

Crescimento de 21% ao ano de mortes por homofobia.

Brasil em 1º lugar no ranking mundial de assassinatos homofóbicos.

Brasil detém 44% das mortes por homofobia de todo o planeta.

*Números do Grupo Gay Bahia referentes a 2013.

Por fim, mais uma vez manifestamos o desgosto que nos causa em ver um presidenciável com tal postura. O Centro Acadêmico Cândido de Oliveira lutou pela democracia deste país e continuará lutando para que essa democracia seja plena, radicalizada e para que candidatos como o senhor jamais venham ocupar o posto de Presidente da República, pois a simples oportunidade de o sr. estar naquele debate, já custou muitas e muitas vidas e não deverá custar nenhuma outra sequer!

Homofóbicos Não Passarão!
Machistas Não Passarão!
Levys Não Passarão!

CACO 2014:. Gestão Pelo Direito, Sempre!
Pelo Direito de Sermos Quem Somos, Sempre!

CARTAABERTA

Sou muito mais Fê do que ELA!

Colegxs,

O CACO vem a público expor sua solidariedade com o caso da ex-aluna da nacional Fernanda Bueri, muito querida pelos colegas, diagnosticada recentemente com ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica).

Trata-se de uma doença muito grave que necessita de um tratamento especial e muito custoso. Vários medicamentos, exames e consultas NÃO são cobertos pelo SUS. Dessa forma, com o objetivo de ajudar a intensificar o tratamento da Fernanda, por meio da arrecadação de contribuições, amigos criaram a página SOU MUITO MAIS FÊ DO QUE ELA.

https://www.facebook.com/soumuitomaisfedoqueela

Pedimos que curtam e compartilhem a página SOU MUITO MAIS FÊ DO QUE ELA a fim de alcançarmos mais pessoas.
Aqueles que puderem contribuir financeiramente com o custeio do tratamento, podem fazer depósitos de qualquer valor.
Os dados são os seguintes: Fernanda Bueri dos Santos, Banco Itaú, Agência 6058 e Conta 00489-3.

Fernanda, o CACO também é muito mais Fê do que ELA!
Força!
‪#‎SOUMUITOMAISFÊDOQUEELA‬

NA LUTA CONTRA O MACHISMO – NOTA DAS MULHERES DO CACO

O Centro Acadêmico Cândido de Oliveira, legítimo representante das e dos estudantes da Faculdade Nacional de Direito, é reconhecidamente uma entidade combativa e protagonista na luta por direitos sociais na UFRJ e no Estado do Rio de Janeiro. A gestão atual, composta pelo Movimento Pelo Direito, Sempre! entende possuir um compromisso com a história dessa tão importante instituição e, devido a isso, não se cala diante das desigualdades percebidas em nossa sociedade, que não estão descoladas e se refletem dentro das paredes de nossa faculdade.

As mulheres que compõem a gestão do CACO enfrentam o desafio diário de combater o machismo dentro de todos os espaços da Faculdade Nacional de Direito. Nas salas de aula, nas reuniões de departamento, nas festas estudantis e até mesmo nos ambientes virtuais, procuramos nos posicionar firmemente no combate ao machismo, garantindo ambientes livres de qualquer forma de opressão de gênero. No entanto, sabemos que ainda temos muito a avançar. Recentemente, dentro de um dos espaços virtuais de nossa Faculdade, presenciamos frequentes manifestações de machismo, homofobia e sexismo, na qual, enquanto mulheres, nos posicionamos. Importante lembrar que, apesar de não fazerem parte da administração dos grupos de facebook da faculdade, as integrantes do CACO sempre buscam estar presentes nas mais diversas discussões acadêmicas, além de manifestarem-se quando existem abusos e opressões. Acreditamos que o debate saudável e empático seja o mais adequado para combatermos o machismo e as diversas opressões de gênero, principalmente em se tratando de espaços virtuais. Porém, nunca tivemos medo também de partir para o enfrentamento, quando fosse necessário, para garantir que esses ambientes ainda sejam espaços confortáveis para as mulheres de nossa faculdade.

É devido a isso, que muito nos surpreende e entristece a Carta de Repúdio criada pelo grupo “Universidades Feministas” e assinada por diversos coletivos, na qual a instituição CACO e a gestão atual são taxadas, sem mais delongas, de machistas.

As atitudes e comportamentos denunciadas pela referida Carta são também repudiadas pela atual gestão do Centro Acadêmico. Entendemos como política da gestão que devemos descontruir o patriarcado em todas as suas esferas, dentro e fora da UFRJ. Não à toa criamos em 2014 uma Diretoria de Mulheres específica para essas discussões; buscamos sempre a paridade de gênero nas demais diretorias; discutimos as músicas da faculdade com alunas/os e a Atlética; construimos plataformas de luta que vão desde palestras a atividades lúdicas de intervenção em nossos ambientes de organização. Prezamos sempre pela discussão ampla do patriarcado e machismo enraizados na sociedade, que sem dúvidas não estão descolados dos espaços e movimentos que construímos, mas certamente não merecemos receber o título de “manchadoras da história de lutas do CACO”, atribuído pela referida Carta de repúdio.

Diferentemente do que a mensagem afirma, nós construímos um Centro Acadêmico que: NÃO é conivente com as agressões machistas perpetradas no âmbito de nossa sociedade e Universidade; acompanha SIM a semana de calourada, orientando as comissões de trote para que as atividades sejam saudáveis e não opressoras; problematiza SIM as músicas cantadas em contexto de jogos universitários, tanto para a Atlética de nossa faculdade quanto para o corpo acadêmico no geral; atua SIM institucionalmente nos ambientes virtuais de nossa faculdade, produzindo, inclusive, notas institucionais de afirmação e de combate ao machismo nesses ambientes; busca SIM tornar os ambientes da Faculdade Nacional de Direito em espaços livres de quaisquer formas de opressão de gênero.

NÃO aceitaremos ser taxadas de coniventes e silentes numa luta que tanto nos é cara e que tanto nos esforçamos para travar num dos cursos mais conservadores e masculinos desse país, o Direito. Nossas companheiras de convívio, de trabalho e de luta não são perseguidas e humilhadas por defenderem o combate ao machismo em nossa faculdade à toa. Nosso esforço para ocupar os espaços políticos e de decisão, dentro e fora do Centro Acadêmico não são apenas válidos, como também são nossos maiores motivos de orgulho, enquanto pessoas, enquanto militantes pelos Direitos Humanos, enquanto mulheres, enquanto feministas, enquanto Movimento Pelo Direito Sempre e enquanto Gestão do Centro Acadêmico 2014.

Acreditamos que o feminismo deve ser combativo, mas também construtivo, empático e empoderador de mulheres. Por isso, convidamos o grupo “Universidades Feministas”, criador da referida Carta de Repúdio para a Reunião Aberta da Diretoria de Mulheres do CACO no dia 11/09 às 18 horas, para que possamos entender o fundamento dessas afirmações. Da mesma forma, convidamos o Coletivo Direito de Resistência (único coletivo de dentro da Faculdade Nacional de Direito a assinar a carta) para esta conversa, para entendermos o porquê de corroborarem com tais acusações, tendo em vista que não se manifestaram enquanto grupo político nos gritantes casos de machismo e opressão de gênero ocorridos nesta Faculdade em 2014, negligenciando questionamentos nos espaços virtuais.

Nossa luta deve compreender a percepção dos valores dados e questioná-los, enfrentá-los, empoderando, por fim – e por meio – uma contra-hegemonia empática e afirmativa. O feminismo não deve ser usado como bandeira para manobras e disputas políticas. Porque o feminismo tem a ver com amor, compreensão, direitos e empatia, mas em especial: com sororidade – a solidariedade entre mulheres. Um feminismo construído com repúdio a mulheres, torna-se um feminismo desconstruído. Nós mulheres, devemos permanecer unidas na desconstrução do patriarcado em nossos diversos espaços de atuação. E quando alguma companheira se sentir insatisfeita, não precisamos chamar o outro, mas chamar a mesma. Acreditar que somos capazes de nos acompanhar, nos defender e nos compreender é uma ideia que nós, mulheres do Movimento Pelo Direito Sempre temos como referencial. Isso porque temos a convicção tranquila, simples e forte de que a luta de uma é a luta de todas nós!

“Companheira, me ajude, eu não posso andar só
Eu sozinha ando bem, mas com você ando melhor!”

– Alessandra Torres – Integrante do Movimento Pelo Direito, Sempre!
– Amanda Rostum – Diretora de Diversidade Sexual e Gênero do CACO
– Anna Carolina Soares – Diretora de Mulheres do CACO
– Camila Figueiredo – Integrante do Movimento Pelo Direito, Sempre!
– Caroline Cubas – Integrante do Movimento Pelo Direito, Sempre!
– Danielle Tavares – Diretora de Mulheres do CACO
– Ingrid Figueirêdo – Diretora de Movimentos Sociais do CACO
– Izabel Rodrigues – Ex-diretora de Combate às Opressões do CACO (gestão 2013)
– Joana Loureiro – Diretora Sócio Cultural do CACO
– Julia Helena – Diretora de Patrimônio e Finanças do CACO
– Larissa Lemgruber – Diretora Administrativa do CACO
– Larissa Paciello – Diretora Acadêmica do CACO
– Leandra Barcellos – Diretora Executiva do CACO
– Ludmila Coelho – Diretora de Imprensa do CACO
– Maria Isabel Pomaroli – Integrante do Movimento Pelo Direito, Sempre!
– Mariana Moretti – Diretora de Pesquisa e Extensão do CACO
– Natália Trindade – Ex- Diretora Executiva do CACO, Advogada Ativista e Atual Membro da Comissão OAB Mulher
– Nathália Almeida – Integrante do Movimento Pelo Direito, Sempre!
– Olga Martins – Integrante do Movimento Pelo Direito, Sempre!
– Raquel Lopes – Integrante do Movimento Pelo Direito, Sempre!
– Vanessa Santos – Diretora Administrativa do CACO

(Todas integrantes do Coletivo de Mulheres da UFRJ)

CACO 2014 – Movimento Pelo Direito, Sempre!
Movimento Pelas Mulheres, Sempre!

orfas

LIBERDADE AOS PRESOS POLÍTICOS!

No dia 12 de Julho, enquanto o mundo se preparava para assistir a final da Copa, o estado do Rio de Janeiro se articulava pra mais um show de repressão à livre manifestação na Praça Saens Peña. Com mandados de prisão temporária expedidos, o Ministério Público estadual e as Polícias Civil Polícia Militar conseguiram, juntos, a prisão arbitrária de 19 manifestantes, configurando mais um lamentável atentado à democracia vigente.

As prisões criam o perigoso precedente da privação da liberdade individual, fundada em previsões sobre possíveis e pouco fundamentadas atividades criminosas, ainda com a absurda acusação do crime de quadrilha armada. Para completar, no dia seguinte, 13 de julho, outra manifestação foi duramente repreendida pela Polícia Militar, deixando dezenas de feridos e impedindo novamente a liberdade de expressão. Hoje, dia 15 de julho, a justiça negou os Habeas Corpus dos acusados. Trata-se de mais uma tentativa de coibir qualquer questionamento da ordem constituída, cenário esse que vem sendo cada vez mais corriqueiro no Rio de Janeiro. A prisão arbitrária dos manifestantes é um ataque a todo ordenamento jurídico e, em especial, àqueles e àquelas que lutam por democracia.

O Centro Acadêmico Cândido de Oliveira repudia as constantes arbitrariedades do Estado do Rio de Janeiro. Exigimos que seja restabelecido o Estado Democrático de Direito, demandando não só a liberdade imediata dos presos políticos, mas também que prática desta natureza não se repita, em respeito à democracia, aos direitos humanos e à livre manifestação.

CACO :: Gestão 2014 – Pelo Direito de Lutar, Sempre!

liberdade